Pré-natal nas tribos indígenas

A jovem Eronilza Apiaká, de 25 anos, tem o olhar e sorriso tranquilos. Veio até a tribo dos Mundurukus para acompanhar o marido que precisava fazer uma pequena operação. Grávida de 8 meses, aproveitou a viagem de 2 dias de voadeira para ver a ginecologista e saber como anda sua gravidez.

A mãe experiente espera o nascimento deste que será seu quarto filho. Todos nasceram na própria aldeia do Papagaio, lugar em que mora, e a responsável pelos partos foi sua sogra. A nora já afirma que o próximo também nascerá em casa.

Em todas as gestações, Eronilza foi ao médico pelo menos uma vez, para saber como estava. Um pré-natal mais enxuto do que aqueles feitos pela maioria das mulheres que moram na cidade, mas um ato louvável, dadas as dificuldades de localização e transporte que as indígenas encontram para se deslocar até o hospital de municípios próximos. O único filho que não teve esse cuidado foi o que ela perdeu na hora do parto. Sentindo mais dores que o normal, a jovem decidiu ir a Jacareacanga para fazer o parto. O médico afirmou que a criança demorou muito a nascer.

Todos os filhos foram amamentados até os 8 meses de idade, aproximadamente, e depois a alimentação seguiu com os alimentos disponíveis na aldeia, como mandioca e peixe.

Na comunidade Sai Cinza, Eronilza passou pela consulta ginecológica e saiu feliz, pois soube que tudo vai bem com ela e seu bebê. Mesmo em meio à floresta em que vive, ela sabe o quanto ter acompanhamento médico em sua gravidez é fundamental para garantir a saúde de seu filho.

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